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  Sindicato em ação

 


   Reliance pode ser sócia do Complexo Petroquímico de Pernambuco

 

A participação da Reliance no Complexo Petroquímico de Suape não está totalmente descartada. Mesmo que a Braskem confirme sua entrada no negócio, um segundo sócio privado seria bem-vindo. "Primeiro temos que ver se a Braskem de fato vai entrar nessas sociedades, após a análise de avaliação dos ativos. A Braskem entrando a Reliance vai ter que se manifestar, pois ela tem preferência. Mas as duas podem acabar se tornando sócias, mesmo que entrem gradativamente", afirmou o diretor presidente da PetroquímicaSuape, Richard Ward, lembrando que, desde o início, o complexo petroquímico foi desenhado como um projeto privado. "A idéia da Petrobras é não ter mais do que 49% de participação", completou.


Reliance adiou decisão sobre participação no empreendimento tocado pela Petroquisa


Em janeiro, durante a assinatura de um acordo de investimentos, que ampliou a participação da Petrobras no capital da Braskem, através da aquisição da Quattor, ficou acertado que a Braskem assumiria gradativamente participações no complexo petroquímico de Suape e no Comperj, no RJ.
As negociações tanto com a Braskem quanto com a Reliance começaram em outubro de 2008, depois que a Vicunha, controladora da Companhia Têxtil Integrada do Nordeste (Citene), decidiu se retirar do negócio. A Citene participava com 50% da PetroquímicaSuape e com 40% da Companhia Têxtil Integrada de Pernambuco (Citepe), tendo como sócia a Petroquisa. Com a saída da Vicunha, a Petroquisa comprou por R$ 31,2 milhões, as participações acionárias. Inicialmente, eram apenas duas plantas, uma de PTA e outra de fios de poliéster, mas a estatal decidiu fazer também uma unidade de PET e reuniu os projetos, que estão orçados em R$ 4 bilhões. A crise financeira internacional, entretanto, fez a Reliance adiar sua decisão de participar da sociedade, firmando apenas um convênio de cooperação técnica.


Unidade de poliéster já recebeu máquinas do Japão


Segundo Richard Ward, "esse tipo de convênio não é o foco da Reliance, que tem interesse em entrar no negócio". As plantas estão em ritmo acelerado de construção em Suape. A de fios de poliéster deve começar a produzir já em junho, inicialmente com três das 64 máquinas de texturização previstas. "Acabamos de receber um segundo lote de máquinas do Japão e estamos empenhados para terminar a construção do galpão até o meio do ano, para começar os ajustes e a produção", informa Ward. Segundo ele, as 64 máquinas estarão produzindo até dezembro. Uma vez que a unidade de PTA só estará produzindo em janeiro de 2011, até lá esse insumo será importado. Em março, começam a chegar os equipamentos da fábrica de PET e em fevereiro já estará produzindo metade de sua capacidade, de 450 mil toneladas.

 



 




 
   

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