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  Sindicato em ação

 


   Braskem, Idesa e Pemex firmam acordo para projeto de etileno

 

A Braskem e a Idesa, empresa petroquímica do México, assinaram com a Pemex, estatal mexicana de petróleo e gás, contratos de fornecimento de etano, matéria-prima destinada a um projeto petroquímico, que será construído no país. O projeto, chamado de Etileno XXI, deve receber investimentos de US$ 2,5 bilhões. Ele contempla a produção de 1 milhão de toneladas por ano de etileno e polietilenos, em três unidades de polimerização. A iniciativa representa o maior investimento direto brasileiro já feito no México, e o maior investimento no setor petroquímico daquele país, nos últimos 20 anos. A Braskem terá 65% de participação na joint venture criada para a construção do complexo, enquanto a Idesa terá os 35% restantes. A Pemex estuda entrar com uma participação minoritária e estratégica no projeto./Valor Online/OG Online


Braskem terá 65% de parceria no México

A participação da Braskem na joint venture criada em parceria com a Idesa, para operar o polo petroquímico, que será construído no México, será de 65%. Com isso, a fatia da petroquímica brasileira no total dos investimentos, estimados em US$ 2,5 bilhões, será de aproximadamente US$ 1,6 bilhão. A Idesa terá os outros 35%, porcentual que ainda pode sofrer alterações, caso a estatal mexicana Pemex decida ingressar no grupo responsável pelo projeto. A princípio, a fatia da Braskem seria de aproximadamente 80%, mas essa participação foi revista nas últimas semanas, período no qual as companhias definiram os últimos detalhes da joint venture. A criação de uma parceria para assumir o projeto foi aprovada pelo conselho de administração da Braskem, na semana passada.


Foco é o mercado mexicano e dos EUA

 A formalização da parceria aconteceu na noite de ontem, no encerramento do Fórum Estratégico Empresarial México-Brasil, com a presença dos presidentes Felipe Calderón Hinojosa e Luiz Inácio Lula da Silva. Participaram ainda, do fórum empresarial, que reúne líderes latino-americanos, o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, acompanhado pelos vice-presidentes de Negócios Internacionais (Roberto Ramos) e Relações Institucionais (Marcelo Lyra). A vitória do consórcio formado por Braskem e Idesa para a construção do polo, chamado de projeto Etileno XXI, foi anunciada em novembro passado. Na oportunidade, as companhias detalharam os principais aspectos da iniciativa, que visa atender principalmente a demanda por resinas termoplásticas, nos mercados mexicano e norte-americano - onde a Braskem ingressou com a compra da divisão de polipropileno (PP), da Sunoco Chemicals.


Projeto entra em operação em 2015

O complexo mexicano, chamado de Coatzacoalcos, será instalado no estado de Veracruz e contará com uma central petroquímica com capacidade anual de 1 milhão de toneladas de eteno e três unidades de produção de polietileno, com capacidade para produzir 450 mil toneladas anuais de polietileno de alta densidade, 350 mil toneladas de polietileno de baixa densidade linear e 200 mil toneladas de polietileno de baixa densidade. A expectativa das companhias é de que o projeto entre em operação em 2015. Para isso, contará com o fornecimento de gás natural (etano) da Pemex, por 20 anos. O insumo, segundo informaram as empresas, terá "condições competitivas" de mercado.
 

70% do projeto será financiado

Para viabilizar o polo, as companhias pretendem financiar no mínimo 70% do montante. Os 30% restantes virão das companhias - o aporte da Braskem seria, portanto, inferior a US$ 500 milhões. Entre as instituições cotadas para financiar o projeto estão o BNDES e a Nacional Financiera (Nafin), similar mexicano do BNDES, a Corporação Financeira Internacional (CIF), o BID, além de Exanbanks, principalmente nos EUA, e bancos comerciais. /Agestado/Reuters/OESP B11


Mercado é atendido por importações

Com a construção do polo mexicano, as companhias envolvidas no projeto acreditam que será possível atender a um mercado, que hoje é abastecido por importações. Atualmente, informou a petroquímica brasileira, as importações mexicanas de polietileno, resina que será fabricada no complexo, somam aproximadamente US$ 2 bilhões por ano. A formalização do acordo entre Braskem, Idesa e Pemex também trará frutos comerciais para a petroquímica brasileira.


Empresa garante fornecimento de nafta

A companhia informou que além do contrato de fornecimento de 66 mil barris diários de etano, para o complexo mexicano, assinou também acordos de compra e venda de insumos com a estatal mexicana de petróleo e gás. O aporte total no complexo será de US$ 2,5 bilhões, valor que será dividido na proporção de 65%-35% por Braskem e Idesa, segundo uma fonte próxima ao negócio. Os contratos, com prazo de um ano, preveem que a Braskem fornecerá 34 mil toneladas de propeno e buteno à Pemex. A companhia mexicana, por sua vez, venderá 375 mil toneladas de nafta à Braskem, que tem como principal fornecedora do insumo a Petrobras.

 



 




 
   

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