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  Sindicato em ação

 


   Braskem mantém desempenho em ano difícil

 

A virada de 2009 para 2010 gerou na Braskem, um otimismo cauteloso. Os preços de resinas e insumos petroquímicos básicos retomaram a tendência de alta no quarto trimestre. Mas, diversos fatores podem levar a uma nova queda das cotações. Entre eles, a restrição de crédito anunciada pelo governo chinês e a incerteza quanto à recuperação da demanda européia. Ao contrário do que se vê normalmente, não houve redução sazonal da demanda no fim do ano. Assim, a produção de resinas pela Braskem cresceu 10% em 2009, atingindo 3,1 milhões de toneladas.


Margem operacional supera 16% que é das mais altas da petroquímica global

Em sua apresentação de resultados, na quarta-feira, a companhia divulgou um EBITDA de R$ 2,5 bilhões em 2009, praticamente igual ao obtido no ano anterior. É um desempenho satisfatório, se comparado ao das concorrentes americanas e européias, mais prejudicadas pela crise econômica. No caso da Braskem, as vendas no mercado interno permaneceram estáveis de 2008 para 2009, mas, devido à queda nas exportações, houve queda de 18% na receita líquida. Mesmo nesse cenário, a margem operacional melhorou 2,8 pontos percentuais, superando os 16% – uma das mais altas da petroquímica global. O lucro líquido em 2009 foi de R$ 917 milhões. A Braskem fechou o ano com R$ 3,14 bilhões em caixa, o suficiente para cobrir dois anos de amortização da sua dívida, cujo prazo médio é de 9,5 anos.


Empresa derrotou 28 concorrentes para assumir projeto mexicano

Em termos de estratégia, a companhia aproximou-se, neste início de ano, de sua meta de tornar-se uma das cinco maiores petroquímicas do mundo, até 2020. Em um cenário ainda marcado pela crise, a Braskem aproveitou oportunidades para acelerar seu crescimento. Com a aquisição da Quattor, fez o movimento decisivo para a criação de uma empresa com porte global e, ocupa atualmente, a 8ª posição na lista das maiores petroquímicas do mundo. Já a compra da Sunoco – que faz da Braskem a terceira maior produtora mundial de polipropileno –, é o primeiro passo da estratégia de operar em mercados externos. Até então, havia apenas exportações e escritórios comerciais. Paralelamente, a Braskem acaba de se engajar, no México, no Projeto Etileno 21. Em associação com o Grupo Idesa, derrotou 28 concorrentes na disputa por um novo projeto, para a produção de 1 milhão de toneladas/ano de eteno e polietileno. As operações estão previstas para começar em 2015 e, até lá, consumirão investimentos estimados em US$ 2,5 bilhões.


Liderança na America é prioridade

Os próximos movimentos estudados pela Braskem são a análise da participação no pólo de Suape, a avaliação de novas aquisições na América do Norte e o início das operações na Venezuela. Sua primeira meta de internacionalização é consolidar a liderança nas Américas. Depois de falar sobre os planos de crescimento no mercado americano, Bernardo Gradin, ouviu uma provocação: “por que a Braskem está querendo entrar nos EUA, justamente quando concorrentes de peso, como a Dow Química, desistem da petroquímica, naquele país?” E, se a soma de desinvestimento no setor e recessão, indica um bom momento para comprar empresas americanas, também pode representar o fim da festa das margens de lucro, no negócio de resinas.


Gradin não segue movimentos em manada

Gradin reagiu dizendo que, primeiro, não entra “em movimentos de manada”. E, segundo, vê na recuperação desse mercado, no final do ano, e na expectativa de reaquecimento da economia americana, os indícios de que a trajetória de preços, não será necessariamente descendente. Mas,
mesmo assim, reconhece que o negócio de resinas nos EUA, no futuro, terá menores margens. Por isso, algumas corporações multissetoriais estão saindo do setor. Em seu lugar, entram fundos de private equity, com sua típica visão de médio prazo. Para Gradin, “o mercado americano está mudando de mãos e, nesse cenário fica mais fácil garimpar oportunidades.”

 



 




 
   

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