O Comitê de Eletroeletrônicos do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre) e o Ministério do Meio Ambiente assinaram ontem, 10 de maio, um convênio de cooperação técnica para a elaboração de um inventário sobre a produção, recolhimento e reciclagem de eletroeletrônicos no Brasil.
“Por meio desse convênio, esperamos dar suporte para a elaboração de políticas públicas para o segmento da reciclagem de eletroeletrônicos”, disse Victor Bicca, presidente do Cempre.
Para o diretor de Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Silvério Silvano, a reciclagem dos eletroeletrônicos é fundamental pois possibilita a economia de energia, recursos naturais e dinheiro com a prospecção de novos materiais para a fabricação dos componentes dos equipamentos.
Além da cooperação técnica, o convênio criou um site destinado a informar os cidadãos sobre os procedimentos de devolução dos eletroeletrônicos aos fabricantes.
“O projeto de lei da Política Nacional dos Resíduos Sólidos vai além da logística reversa de eletroeletrônicos. Ele dá aos cidadãos a responsabilidade de destinar seus equipamentos de forma correta, o que depende de educação ambiental e de informação”, disse Silvano. “É a isso que esse site se destina”.
O Silvano diz acreditar que a obrigatoriedade da logística reversa por parte dos fabricantes aumentará a competitividade das empresas e, consequentemente, diminuirá os custos para os consumidores.
A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Samira Brollo de Serpa Crespo, declarou que, juntamente com as empresas, sua pasta estudará quais são os incentivos que podem ser dados aos consumidores para estimular a devolução aos fabricantes.
“Existe um mosaico de soluções para os eletroeletrônicos", afirmou. "Pretendemos ajudar a sociedade a fazer as contas e as melhores escolhas. Para isso, precisamos de informação e incentivos”.
O comitê foi criado no final do ano passado para discutir a implantação da logística reversa de eletroeletrônicos no Brasil e conta com a participação do Carrefour, Dell, HP, Intel, Pão de Açúcar, Phillips, Walmart, J&J, Casa Bahia e Procter & Gamble. |