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A lei que restringe o uso de sacolas plásticas, pelos supermercados, que começaria a valer em pouco menos de três semanas, pode ter seu início adiado. Isso porque será votada, nesta terça-feira, ao meio-dia, em sessão extraordinária na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), um projeto para que a norma só entre em vigor, em janeiro de 2011, em vez do dia 15 de julho próximo.
A proposta é do deputado estadual Paulo Ramos (PDT), que alega a necessidade de mais discussão, mas que apresentou o projeto, na quinta-feira à noite, sem muito alarde. Segundo o parlamentar, a política de reciclagem no estado está em implantação e, portanto, seria necessário mais tempo, para a implementação da medida.
Campanha deve retirar 1 bilhão de sacolas do meio ambiente este ano
Para o deputado estadual Carlos Minc (PT), ex-ministro do Meio Ambiente e autor do projeto de lei original, o impacto das sacolas plásticas na natureza é terrível. Ele diz que o plástico descartado, além de poluir, mata por asfixia pássaros, tartarugas e golfinhos, provocando ainda inundações ao obstruir rios, lagoas e canais. - O projeto de lei ficou dois anos sendo discutido e emendado na Alerj, até que, em 2009, lançamos a campanha nacional "Saco é um saco", que conseguiu retirar do meio ambiente 600 milhões de sacolas, apenas entre junho e dezembro do ano passado - afirma. Segundo o ex-ministro, no Rio são distribuídos 2 bilhões de sacolas plásticas por ano. No Brasil, em 2008, esse número chegou a 18 bilhões. Com a campanha "Saco é um saco", caiu para 17,4 bilhões, em 2009. - Este ano, a campanha deve retirar 1 bilhão de sacolas, do meio ambiente. Há outras iniciativas, como a do Carrefour, que inaugurou, em março, um supermercado em Piracicaba (SP), sem sacolas plásticas - diz. /OG 14 |
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